Tuesday, April 17, 2007

Zain - Espada

Muitos rapazes crescem hoje como filhos de familias divorciadas, educados pelas suas mães, em lares onde o pai está ausente..Mesmo se o pai está presente fisicamente,está ausente espiritualmente.A ausência de poder masculino abre dentro do filho um ferimento que é difícil de curar.Alguns tentam curá-lo com o sal das suas lágrimas: o guerreiro tenta combaté-lo até desaparecer.Por isso aprende a pegar na espada.
Infelizmente para alguns, a espada permanece,tanto um ferimento como uma capacidade de ferir, simbolo da grande distancia entre a lógica e o self. Para usar a espada com competência, é necessário força,conseguida através de arduo exercicio fisico, agressão espiritual e coragem heroica que concede a quem manuseia a capacidade de lutar contra a escuridão que se aproxima constantemente.A espada é por isso simbolo de purificação e evolução espiritual, pois o espadachim é frequentemente quem mata dragões, especialmente os dragões interiores da sua propia autoria.

Kenneth Johonson e Marguerite Elsbeth - O Castelo do Graal

Wednesday, March 21, 2007

Janas, Fadas, Elfos e Sereias

Nas ilhas Britânicas, a Jana ou Sácia latina e a Holda ou Perchta germânica tomam a forma da rainha dos elfos ou das fadas. Ginzburg anota julgamentos de mulheres e homens na Escócia do final do século XVI ao XVII que disseram ter-se encontrado com essa Rainha e seu consorte (ora um belo homem, ora um cervo - animal também ligado a Diana).

Na peça Sonho de Uma Noite de Verão, Shakespeare dá à Rainha o nome de Titânia, um nome dado pelo poeta romano Ovídios às filhas de Titãs em geral e a Selene - uma das formas de Diana - em especial. Já seu contemporâneo, Edmund Spenser, a chamou de Gloriana no poema The Faerie Queene, dedicado à rainha Elizabeth I.

Ao marido de Titânia, Shakespeare deu o nome inglês tradicional de Oberon, derivado do francês Auberon ou Alberon, que por sua vez vem do alemão Alberich, "rei dos elfos" - que na Canção dos Nibelungos é o rei dos anões que guarda o tesouro cobiçado e afinal conquistado por Siegfried.

A confusão entre elfos e anões pode parecer absurda para fãs de O Senhor dos Anéis de Tolkien e dos jogos de RPG, mas era perfeitamente natural para os povos nórdicos e germânicos. Seus elfos eram originalmente deuses menores da natureza e da fertilidade ou espíritos dos mortos.

Seu nome - Elf em inglês e alemão, Alv (macho) ou Älva (fêmea) em sueco - deriva de uma raiz indo-européia que significa "alvo, branco", mas o mais famoso dos autores de sagas vikings, Snorri Sturluson, garantiu, no século XIII, que há dois tipos de elfos: os ljósálfar, elfos de luz, que vivem no céu (num lugar chamado Álfheimr) e os svartálfar (elfos negros) ou dökkálfar (elfos da sombra), que vivem no subsolo. Estes últimos, segundo ele, são o mesmo que dvergar (anões, em inglês dwarves). O rei dos "elfos da sombra" é Völundr, deus ferreiro conhecido pelos saxões como Weyland e protótipo dos anões artesãos do folclore. Nada a ver com os orcs e uruk-hai de Tolkien, nem com os drows dos RPGs.

Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

Janas, Fadas,Elfos e Sereias

Associadas a águas e grutas, confundidas com fadas, bruxas e anjas, as janas e sácias lembram as ninfas e náiades da mitologia grega e as rusalkas e vilas das lendas eslavas (chamadas "veelas" em Harry Potter e o Cálice de Fogo), famosas por atraírem belos jovens para o afogamento.

Também recordam as "damas do lago" das lendas arturianas. Uma delas, Viviane, criou sir Lancelot e deu ao rei Artur a famosa espada Excalibur; outra, chamada Nimue ou Nyneve (quando não a mesma Viviane), tem um caso de amor com Merlin e aprende sua magia, mas acaba por aprisioná-lo para sempre numa árvore, rocha ou castelo. A mais famosa, a fada Morgana, conspira na lenda clássica contra o meio-irmão Artur e acaba por causar sua perdição. Vale notar que os marinheiros italianos chamam de Fata Morgana uma miragem comum no estreito de Messina, produto da distorção de penhascos pela refração do ar, que dá a ilusão de pináculos ou castelos de altura fantástica.

Tanto os nomes de Nimue quanto o de Morgana derivam de antigas deusas celtas, que provavelmente foram as "rainhas das fadas" originais. Uma versão dá à primeira "dama do lago" o nome de Argante, de Ard Righan (Alta Rainha), epíteto de várias deusas celtas.

Outra analogia clara é com as banshees do folclore celta - de bean sidhe, mulheres sidhe. Sidhe, Sith (alguém mencionou George Lucas?), Shee ou Si, conforme o dialeto, são os deuses e espíritos da natureza celtas, análogos aos elfos germânicos e às janas latinas.

O nome sidhe, por sinal, referia-se originalmente às colinas nas quais esses seres - originalmente Tuatha de Danaan (filhos de Dana, a deusa-mãe irlandesa) - teriam se refugiado após a invasão da Irlanda pelos mortais. A mais famosa dessas colinas, Newgrange, é na realidade um grande túmulo pré-histórico, como as "casas das janas" da Sardenha. Aliás, elfos e elfas "das sombras" germânicos e nórdicos também vivem em colinas e montes de pedras.
Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

Janas,Fadas,Elfos e Sereias

Também se encontra, em Portugal e Galiza, o nome de xaira. Há, perto de Bragança, Portugal, uma localidade chamada Curriça (estábulo) das Xairas. Talvez uma variante do nome árabe Zaira (Zahirah, rosa), relacionado a uma obscura santa espanhola ou às "mouras encantadas" do folclore português.

Supostamente são jovens muçulmanas enfeitiçadas para guardar os tesouros abandonados pelos mouros expulsos da Península Ibérica. Aparecem junto de nascentes, rios, grutas, ruínas de fortalezas pré-históricas conhecidas como "castros" ou "citânias". Não é preciso dizer que túmulos pré-históricos como os dólmens (comuns em Portugal, onde são chamados antas, palas, orcas ou arcas) são também chamados de "casa da moura" ou "toca da moura".

Vistas a cantar e se pentear com pentes de ouro, as mouras prometem seus tesouros a jovens dispostos a desencantá-las com certas oferendas (geralmente de pão ou leite), de preferência no dia de São João. Vale notar que, em tempos pagãos, pão era oferecido aos mortos e leite às fontes e às serpentes. Às vezes, as mouras tomam a forma de mulher-serpente ou têm asas e vivem em um lugar mítico conhecido como "mourama".

Tudo isto parece ter muito pouco a ver com os mouros históricos - mesmo que se queira pensar nas gênias das Mil e Uma Noites. Será que os portugueses, depois de expulsarem os mouros propriamente ditos, não confundiram seu nome com o de entidades muito mais antigas? No folclore basco, há a já mencionada Mari e os Mairu, gigantes que construíram os dólmens e outros monumentos pré-históricos. Nas línguas celtas, mori pode ser lago, mar ou pântano, morwen ou mahra, espírito e mori-morwen, um espírito das águas análogo às janas. Nas ilhas Britânicas, nomes como Muir, Mor, Mhor, More e mesmo Moor (que pode também significar "mouro"), cognatos do celta mori, estão freqüentemente associados a monumentos megalíticos.

Seria ainda mais interessante se "mouras" fossem, na verdade, descendentes das Moiras da mitologia grega - Cloto, Láquesis e Átropos, as deusas do destino, temidas pelos próprios olímpicos, que fiam com sua roca a vida dos mortais, medem-na com uma régua e decidem seu fim com a tesoura, assim como faziam suas equivalentes nórdicas, as Nornas. Eram conhecidas pelos romanos como Parcas ou Fatas - ou seja, as Fadas - e apareciam no terceiro dia do nascimento de uma criança para determinar o curso de sua vida. Assim como as simpáticas fadas-madrinhas da Bela Adormecida e dos "contos de fadas", prontas a conduzir os personagens a seus destinos apropriados - ou, como diriam os lusos, a seu "fado".

Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

Janas, Fadas, Elfos e Sereias

As janas lembram também as nixes do folclore escandinavo e germânico (a mais famosa dos quais foi a Lorelei do poema de Heinrich Heine), seres que mudavam de forma à vontade, mas freqüentemente apareciam como belas mulheres cujas canções seduziam barqueiros e pescadores para se afogarem no rio.
Suas canções também anunciavam mortes às famílias que as ouviam, assim como os lamentos e gemidos das banshees irlandesas e das "damas brancas" do folclore francês de origem celta, principalmente da Normandia e Bretanha e as aparições dos elfos germânicos. As "damas brancas" também eram conhecidas por forçar os viajantes a dançar ou responder enigmas. Atormentavam ou perdiam aqueles que se recusavam a dançar ou davam a resposta errada.
Uma delas, Melusina, ao se casar com um mortal, teria dado origem a várias dinastias européias. Segundo a versão mais conhecida da lenda, Melusina casou-se com o conde Raymond de Poitou com a condição de que ele jamais entrasse em seu quarto no sábado. Deu-lhe vários filhos, mas um dia ele quebrou a promessa e a viu transformar-se em uma mulher-serpente (atenuada em algumas versões posteriores, para mulher-peixe). Ela o perdoou, mas um dia, num momento de raiva, ele o chamou de "serpente" na frente da corte e ela decidiu abandoná-lo. Tomou a forma de um dragão e saiu voando, para nunca mais voltar.
Estas lendas parecem ter moldado, mais que as antigas sereias gregas (que eram mulheres-aves e não mulheres-peixes), a concepção européia das sereias - ou, mais propriamente, ondinas, nome dado aos espíritos d¿água em 1566 pelo médico e alquimista Paracelso no seu "Tratado sobre os Espíritos Elementais". Ele também chamou de "silfos" espíritos do ar como os "elfos da luz" nórdicos (talvez do latim sylva com o grego nympha), "gnomos" ou "pigmeus" os espíritos da terra (como os anões nórdicos) e "salamandras" os espíritos do fogo.
Ondina do romance do alemão Friedrich de la Motte Fouqué se casa com um cavaleiro e assim ganha uma alma, mas o marido a abandona po outra mulher. Ela volta à água, mas no casamento do marido com a segunda esposa, reaparece e tira-lhe a vida com um beijo. Em outra versão, Ondina sacrifica a imortalidade para se casar com um cavaleiro e dar-lhe um filho, mas então envelhece e encontra o marido adormecido no estábulo com uma amante. Ela então o acorda e amaldiçoa - continuará a respirar enquanto estiver acordado, mas morrerá quando voltar a dormir. Por causa dessa lenda, uma forma de apnéia noturna - síndrome que priva certas pessoas de respiração durante o sono - é também conhecida como "maldição de Ondina".
Há também, é claro, a Pequena Sereia do dinamarquês Hans Christian Andersen, que dispensa apresentações. A semelhança de alguns desses mitos com a nossa iara também não deve ser acaso. Muitos de nós aprendemos na escola que a iara era uma lenda indígena, mas essa não é toda a verdade.
O mesmo autor...

A PEQUENA SEREIA

A Pequena Sereia é um conto de Hans Christian Andersen.

Nele, uma pequena sereia, apaixonada por um homem mortal, recorre uma bruxa para que possa assumir uma forma humana e assim se aproximar de seu amado. No processo acaba abrindo mão de sua imortalidade e perdendo a capacidade de falar. Para que o encantamento se tornasse permanente, a pequena sereia deveria conquistar o amor de seu escolhido; caso contrário, haveria de se transformar em espuma do mar, algo mais terrível que a própria morte, uma vez que sereias não têm alma, não podendo assim morrer.

A sereiazinha acaba falhando em seu propósito. Comovida com sua situação, suas irmãs fazem um trato com a bruxa do mar. Em troca de suas belas cabeleiras, a bruxa lhes dá uma faca, com a qual a pequena sereia deveria matar seu amado. Desta forma, estaria livre de seu triste fim. Contudo, ela, em nome do amor, abdica da própria existência e, ao fim, desaparece nas águas em forma de espuma do mar.



Retirado da WIKIPÉDIA

Wednesday, October 25, 2006

A energia dos anjos, seja qual for a sua origem, nasce de um nível mais elevado, ou seja, é dotada de um maior grau de liberdade do que aquela dos demônios, cuja existência é mais determinada, mais fixa. Tomberg, reconhecendo isto, chega a dizer que é impossível gerar egrégoras benéficas porque "uma forma não é produzida pela radiação, apenas pela coagulação e condensação. Agora, o bem apenas irradia, nunca condensa. É sempre o mal que faz isto"

TOMBERG

"Existem hierarquias que são da 'esquerda' e que atuam dentro dos limites da lei, executando uma função estritamente justa na sua capacidade de acusadores e 'testadores' - enquanto de outro lado, existem os 'micróbios do mal' ou entidades artificialmente criadas por seres humanos encarnados. Essas últimas, são demônios cuja alma é uma paixão especial e cujo corpo é a totalidade das vibrações 'eletromagnéticas' produzidas por essa paixão. Esses demônios artificiais podem ser gerados por comunidades humanas - tais são os 'deuses' monstruosos dos Fenícios, Mexicanos e mesmo dos Tibetanos dos dias atuais. O Moloch de Canã, que exigia o sacrifício sangrento do primogênito, mencionado com tanta freqüência na Bíblia, não é uma entidade hierárquica - ou bom ou mal - mas sim uma egrégora maligna, isto é , um demônio criado artificialmente e de forma coletiva por comunidades humanas preenchidas com a força motivadora do medo."














A palavra "anjo" vem do grego angelos, significando "mensageiro"; o equivalente em hebraico, malakh possui exatamente a mesma conotação. Daí os anjos serem literalmente os mensageiros que transmitem os nossos pensamentos e intenções, assim como as de Deus. É lógico, como Steinsatz segue dizendo, existe o outro lado da moeda: "Assim como existem anjos santos e criados pelo sistema sagrado, também existem anjos destrutivos, chamados de demônios ou diabos que são emanações das conexão do homem com aqueles aspectos da realidade que estão opostos à santidade".
Nossa localização segue o eixo tempo/espaço, e é através dele que nos identificamos. Se ele torna-se necessário para nossa identificação como indivíduos, incorremos freqüentemente no erro de nos reconhecermos somente num eixo tempo / espaço muito restrito e de não nos localizarmos fora dele. Reconhecer e ampliar a visão do contexto em que vivemos torna-se tão importante ao conhecedor da psique humana quanto ampliar a visão daquilo que é de natureza intrínseca a todos nós. Se na natureza intrínseca existe algo de eterno, diante de um contexto localizado no tempo, existe modificação e movimento : fatos desencadeados um após o outro, e idéias que se alteram. As visões e concepções acerca do homem e do mundo se modificam ao longo do tempo e dos fatos. Neste sentido, o mundo está sempre sendo tecido. Embora permanecemos presos à concepção que nos localiza no tempo/espaço, habitamos muito pouco o tempo/ espaço em que vivemos, permanecendo alheios ao que acontece do outro lado do globo, e refratários a novas idéias que surgem.

Instituto Nokhooja
No fundamento das coisas, existem partículas elementares que podem exercer influências recíprocas instantâneas a longa distância, podendo-se considerar significativamente possuidoras de propriedades mentais e existir em estados que são, como escreveu Heisenberg, “não absolutamente reais, mas entre a ideia de uma coisa e uma coisa real.”


Anónimo

”ao procurar o invisível, encontramos, por detrás do mundo das aparências e dos fenómenos, o “arrière-monde” das leis que, em conjunto, constituem a ordem do mundo”.

Edgar Morin

Friday, October 13, 2006

Ary dos Santos




















Filhos dum deus selvagem e secreto
E cobertos de lama, caminhamos
Por cidades,
Por nuvens
E desertos.
Ao vento semeamos o que os homens não querem.
Ao vento arremessamos as verdades que doem
E as palavras que ferem.
Da noite que nos gera, e nós amamos,
Só os astros trazemos.
A treva ficou onde
Todos guardamos a certeza oculta
Do que nós não dizemos,
Mas que somos.

Michel Fugain

Diz sim ao mestre, vírgula;
ele é o mestre, vírgula;
tu estás na terra, sem vírgula,
para te submeteres ou para te calares.
Vamos, repete:
Diz sim ao mestre, o mestre já te disse para pores a pinta no i. Ele é o mestre. E o m, desta vez sem maiúscula, importante, lembra-te, vírgula. Tu estás na Terra, um e e dois rr, para te submeteres. A quem? Ao mestre, c'os diabos ou para te calares, cala-te. Cuidado com os dedos e ponto final, meu menino, atenção à tua nota.
Repete: Diz sim ao mestre... Diz sim ao mestre...
A verdade ensina-a ele nos seus ditados. Escutem, respeitem o mestre. Ele tem... ele sabe, ele pensa logo seguimo-lo, invejamo-lo, porque ele é o mestre. Ele sabe tudo, ele pensa por nós. É o guardião seguro da nossa cultura. Nós somos imbecis ele é o evangelho. Filhinho, é preciso escutá-lo, se não, onde vamos parar?
Repete: Diz sim ao mestre...

PABLO NERUDA














Se cada dia cai,
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira do poço
da sombra
e pescar luz caída com paciência.

Saturday, October 07, 2006

SOSHI















O homem perfeito usa a sua mente como um espelho. Ela nada aprisiona e nada recusa. Recebe mas nao conserva.

Wednesday, October 04, 2006

AGOSTINHO DA SILVA

Características do que houver no Sagrado: Criança como a melhor manifestação da Poesia pura e como inspiradora e suporte e incitadora a ser criança de todos os que existam. O gratuito da vida. A plena liberdade de todo o ser.

SER E NÃO SER SÃO A CHAVE DO SER.

Com toda vontade de lhe ser fiel.

carta

Queridos Amigos,

Parece que tôda a gente está de acôrdo em que o mundo inteiro se encontra em crise. Como isto me parece demasiado vasto para eu poder ser util, decidi que sou eu quem está em crise e talvez consiga sair dela com três princípios: O de me ver livre do supérfluo, o de não confundir o verbo amar com o verbo ter, o de prestar voto de obediência ao que for servir, não mandar. Nestes termos comunica a todos os Amigos que não imporei a ninguém a leitura de textos meus, a começar pelas Folhinhas, e que só responderei a quem me escreva, pedindo ( para aumentar o supérfluo...) que cada carta venha com selinho de resposta, mas um apenas, para me não obrigar a escrituração administrativas. Para tudo o que fordes e fizerdes rogarei perfeito empenho e boa sorte, bom vento de navegar.

Setembro de Lua Cheia e de 93.
“ (…) Apesar de todas as amizades, sempre na vida estamos sozinhos; o que é mais grave, mais doloroso, exactamente como o que é mais belo, passa-se apenas connosco. Entre um homem e outro homem há barreiras que nunca se transpõem. Só sabemos, seguramente, de uma amizade ou de um amor: o que temos pelos outros. De que os outros nos amem nunca poderemos estar certos”.
(Agostinho da Silva, “Sete Cartas a um Jovem Filósofo – Seguidas de Outros Documentos para o Estudo de José Kertchy Navarro”, I, VII, edição da Ulmeiro, 1990)
“Se você não pode amar, não ame; seja simples, seja humilde, faça calmo o seu trabalho, e deixe o resto. O amor é uma criação de beleza, como a pintura e a música; reserva-se a raros ser Ticiano ou Greco ou Mozart ou Bach; reserva-se a raros o privilégio de amar”.
(Agostinho da Silva, “Sete Cartas a um Jovem Filósofo – Seguidas de Outros Documentos para o Estudo de José Kertchy Navarro”, I, V, edição da Ulmeiro, 1990)